28/11/2012

por uma razão...



por vezes procuro na mente, a semente.
outras procuro no céu, a sua estrela.
mas encontro sempre no coração
a razão, de um sentir sem igual...

não foi por acaso, ou por vontade, somente.
foram razões, que a própria razão desconhece,
para quem sempre procurou,
o que afinal sempre alcançou...

por vezes procuro na mente e, sem dúvida,
outras no céu.  mas mesmo encoberto,
encontro sempre na alma
a razão do eterno e verdadeiro amor...

14/11/2012

o som que tudo disse...


Foi…naquela luz
Foi…à beira do mar
Que eu encontrei
Quem eu sou
Quem eu encontrei
A quem me dou
Foi …aquela luz
Que me disse
Para onde olhar
Já sei…quem eu sou
Já sei…a quem me dou
Já sei…porque ficou
Num dia de sol
À beira do mar
Á beira do mar

e que mais?...

porque as flores são para se cheirar
assim como o amor para se sentir
e regozijar com a felicidade plena...
e que mais?...

09/11/2012

sentir...


há sentimentos que surgem de imagens...
há imagens que recordam sentimentos...
há sentimentos que nunca acabam...

04/11/2012

horizontes


há horizontes que se querem próximos...
há momentos que se querem pródigos...
há sentimentos que se querem eternos,
como eterno deve ser o amar...

01/11/2012

espuma do mar


corre...
que breve será tempo
ouve o sibilar do vento
que num canto, sentado com o mar
te diz uma história
há muito para se contar
acalma a alma
acalma o tempo
acalma o vento que te trás
cá dentro
o sentimento...
aquele que se quer 
sentido, 
como num quase por do sol
de imagem a dois partilhada...
junto à espuma do mar

30/10/2012

combinação perfeita...


do outro lado...
a combinação perfeita
a cumplicidade a ser feita
a viagem que se quer,
direita, perfeita
deste lado,
um principado,
do mar, para amar..

28/10/2012

gotas no tempo


momentos...
pequenas gotas 
no tempo,
que se juntam
e criam memórias...

27/10/2012

florido


um campo
uma ideia
uma vontade
e um futuro
de onde parte
o arco-íris

25/10/2012

25 -> 2 + 5 = 7



imagens
sonhos
recordações
sentires
dos corações
a vida é como o mar
com ondas, belas,
que nos ensinam,
embalam e levam
para o mundo dos sonhos
...da realidade

03/10/2012

ainda as palavras...


registadas
acreditadas
possíveis
temperadas
sonhadas
...
à espera
do tempo
que a tempo
faça desenhar
na areia da praia
o que foi
escrito
registado
acreditado
possível
sonhado...
dois para serem três
sem esquecer o 4
que corre junto à água do mar...

01/10/2012

palavras presas

já não acredito que haja palavras novas...
já todas foram ditas e ecoam, vagueando pelo espaço.
cabe-nos a nós, sozinhos ou acompanhados,
escolher as certas para construir as frases,
as ideias, os sentimentos,
as histórias e realidades
que queremos para a nossa vida...
já não acredito que haja palavras novas...

27/09/2012

recordar...



                                       recordar
                               sentir
                                           lembrar 
 pensar

                                        surpreender
                                                                  rendido
              passado

                                                                    presente


futuro


                      algo que se quer

muito...para sempre...


recordar

sentir

lembrar

pensar

surpreender



25/09/2012

de verdade


há imagens eternas
sentires infinitos
vontades de verdade...
mas a verdade 
é a construção
que dela fazemos 

20/09/2012

o toque...


o toque
o cheiro
o sorriso,
que deixa 
borboletas 
na barriga
uma voz
um olhar
que deixa 
vontade
de lá voltar...

19/09/2012

por momentos



Por momentos perdi a noção do tempo
Escapei-lhe…
Olhei em volta e procurei aquele mundo
Que no transporta de vida em vida
Perdi a noção do espaço e saltei vales e montes
Sim, por rios banhei o corpo e senti
O calor do sol, de um abraço terno de vida
Um corrupio que nos leva numa dança,
De esperança e prazer, de mãos dadas
Por momentos perdi a noção do tempo
Agarrei-me…e voei …para a árvore mais alta
Olhei para baixo e esperei que as folhas
Caíssem em sonoros musicais de outono

18/09/2012

pormenores


pormenores
detalhes
pequenos rasgos
que nos levam dentro de nós
pormenores
detalhes
guiam as facetas
que criamos de nós

16/09/2012

um mar (que se fez vida)

sorrir,
correr,
serenas vistas
de um mar
que se quer vivo
que se quer cá dentro...
rir, chorar,
vitimas honestas
de quem somos,
quando somos reais.
de tais destinos,
criamos os caminhos
e os trilhos que queremos
unidos...para uma vez mais
sorrir
correr,
nas serenas vistas
de uma mar
que nos fez
vida, cá dentro...

11/09/2012

...no outono


no caminho, folhas a cair.
o calor ainda teima, queima, molha,
de um suor que nos cansa...
lentamente vai surgir o novo ciclo
na estação que quase termina
no início do tempo da próxima...

10/09/2012

a caminhar...


porque os caminhos se fazem 
para ser caminhados
porque as veredas se fazem
para serem ultrapassadas
porque a caminhar se aprende
a viver, a ser, a perceber 
os que não queremos voltar a trilhar...

30/08/2012

por vezes...

por vezes quem sabe...
descobrir, encostar e dormir
correr por vales e montes
saber onde parar e descansar
saber sentir, saber sorrir...
talvez, quem sabe permitir...
ser feliz...e gritar bem alto
assim me fiz...


08/08/2012

lis


memórias de um rio
que corre em direção ao mar
não sabe ao que vai
mas sempre vai...

31/07/2012

o castelo


porque a cada passo dado,
devagar e com sentir
se constrói um castelo
para tudo o que há-de vir...
são belas as flores 
que se cheiram,
e os pássaros 
que enamorados
esvoaçam 
nas suas ameias...



Escrever...


porque é nos momentos,
eternos pelo sentir,
perfeitos na magia,
livres no som,
no toque,
no cheiro...
porque é nos momentos,
que sabemos o que Escrever...


28/07/2012

por acreditar...

no tempo
no espaço,
calado por cansaço!
no medo,
que cura,
que amanhã
já não perdura!
na luta
que se procura
numa viagem
à margem,
limite da esfera,
na vida,
no amor,
no ciclo em redor.
no tempo,
no espaço,
calado...
por acreditar!


26/07/2012

...

pergunta do tempo...

[http://cloudcentrics.com]

e assim


e assim...pensei!
breve calei,
sorri e revi-me...
mil voltas dei,
no mar, talvez,
procurei, perguntei,
...como pode?!
se pode!...
rumei a sul,
algo perdido,
há muito sofrido...
mas na mente,
decidido!
no caminho,
subi ao alto e parei...
um abraço de luz,
um beijo do reflexo,
de água...do mar.
puro...como tudo deve ser.
e assim, senti!

(14/07/2012)

21/07/2012

na areia...

há segredos
que valem palavras
e palavras que valem
eternidades...
vem, vamos sorrir,
correr e dançar
olhar bem longe
as ondas no mar.
vem, vamos partilhar,
amar e beijar,
e num sopro de paz
o infinito alcançar.
porque assim, num sentir
bem perto do coração,
foi na areia escrito
e trouxe a vontade
de nunca parar...

18/07/2012

renascer...

no renascer...
fora de tempo esteve um sentir,
que se fez cair,
como o pano de uma peça
que termina enfim...
agora o caminho...
leve, belo e escrito,
desde sempre.
se poderia ser de outra forma?
Talvez...mas assim,
da poeira se fez terra,
e na terra se lançou a semente...





07/07/2012

tal como...

tal como uma pessoa,
tal como um sentimento,
tal como uma ideia,
tal como uma palavra...
...há imagens que acalmam...
num final de tarde...

28/06/2012

palavras...



há palavras, 
que apesar de nunca ditas,
ecoam na mente 
de quem as habita...


27/06/2012


Parei para olhar
O tempo que passou,
Eu não o vi...
Faltou-me a razão
Agora cansado, 
deixo que somente passe...
até me perder na vista,
de um sol que brilha ao longe...


11/06/2012

in just a breath


It’s like a rollercoaster
sometimes we're up
and sometimes we're down
there’s a time for everything
and lately i´m in heaven...
in just a breath


02/06/2012

sorrir

um dia escrevo-te uma poesia amarela,
                                                                          


que será a mais bela,


se te fizer sorrir...


imagem daqui: http://3.bp.blogspot.com/


16/05/2012

misery


Lust, dust and pain,
Sad eyes facing me, teasing me, and terrifying my senses…
Take my thoughts, and drop them into the ocean
There’s nothing left but the colors we set

Slowly became dust, so much misery
Slowly became dust, so much misery

Taste all the rain,
Wet eyes are searching me, closing in, and even crying for changes
Take my doubts, and drop them into the ocean
There’s nothing left but the lovers we feed

(long time ago...)

08/05/2012

último dia

Último foi o dia em que deixámos de nos interessar pelo outro...em que deixámos de querer saber como pensa, como sente, como ama ou como se organiza perante os desafios triviais da vida, do dia-a-dia. Quando nos esquecemos que, mais que uma multiplicidade de seres em comunidade, somos ainda únicos, definidos e genuinamente parte integrante de um todo, seja ele sofisticado ou ainda na base da própria existência. Não foi quando decidimos ser individuais, pois isso é definição simplista e impossível de aceitar, tal como o pensar cada uma das nossas células como estruturas independentes umas das outras. Último foi o dia em que aceitámos alegremente ser números e educámos os nossos filhos também a sê-lo. Números, ou pequenas "rodas dentadas", em mais ou menos "harmonia", estéril de sonhos, de imaginação, com os restantes indivíduos da já cada vez menos incrível Humanidade. De nada vale olhar a história, ou pensar o futuro olhando somente para o coletivo-número, esquecendo a "seiva" que devia vigorar: o genuíno interesse pelo outro, não como número, mas como pessoa, que ama, que pensa, que sofre e que nada mais quer do que sorrir ao sol e esperar que também a chuva lhe traga felicidade. Tudo o resto é trivial...último foi esse dia, e já se passou demasiado tempo num rumo sem futuro.

19/02/2012

paralelas ao infinito

e caminhamos...
centrados, focados,
e ligados a um mundo,
que levamos ao nosso lado.
a brisa suave trás-nos o cheiro,
aquele que nos desperta as memórias,
que também caminham paralelas ao infinito...


22/01/2012

o caminho para ... todo o lado


segredos fechados na melancolia dos dias
sabemos fazer o caminho de volta?
de volta ao tempo em que tudo era simples
antes da palavra, antes da ideia,
da cornucópia de minutos trocados,
mas tocados por uma guitarra
de veleidades  sonoras.
é no princípio de tudo
que eternamente  desfrutarás
dos caminhos a trilhar…

03/01/2012

tempo...

por vezes, de volta a tempos de outros tempos,
teclamos a tecla, de sentires eternos.
tempos que eram medos passados, (criados?!)
no luar navegados, de noites barqueiras.
junto de vozes suaves,
sussurradas, transpiradas,
mas sempre acarinhadas, algures bem amadas.
vozes que nos levam para longe,
de longe dentro de nós.
por vezes, de volta a tempos de outros tempos,
nascemos de volta, para mais uma volta.
uma volta que à volta,
nos faz crescer em roda,
de um viver que procura ser pleno,
a cada único momento.
é que nunca as partes serão maiores que o todo
mas cada parte maior que o pensamento...
que levamos ao vento,
para que nos traga a serenidade,
quando lá longe dela precisarmos,
sabendo que por vezes é bom dar a volta,
a tempos de outros tempos...

26/12/2011

Bom ano

"Otimista é um individuo mal-informado" (Paulo Francis), no entanto, "sou um otimista, pois não parece adiantar muito ser outra coisa qualquer." (Winston Churchill) BOM ANO 2012 para todos os meus amigos.

10/12/2011

pensamentos de auto-estrada


Estamos tão inebriados com a possibilidade de poder cantar em plenos pulmões “eles comem tudo e não deixam nada”, tão inebriados com a possibilidade de termos ganho o direito de discursar e discutir as nossas opiniões, as nossas queixas, as nossas razões, que estamos a esquecer que o mundo mudou. Parece-me que aquilo que chamamos de Liberdade (de expressão ou como expressão) só se encontra nos nossos pensamentos e nos nossos exercícios académicos, e nada mais…
Nenhum governo, instituição ou empresa quer saber se este ou aquele é contra e apresenta fundamentos retóricos sólidos sobre as suas mais ou menos duvidosas atividades. Já não são opiniões de valor ou de juízo de valor que conseguem mudar o “caminho” de um governo, que não receia que se fale mal das suas ideias. Quem ouve a opinião do povo afinal? Ninguém quer saber da opinião do povo…quanto muito sondam o povo para melhor preparar aquilo que quer que o povo passe a dizer, a fazer, a consumir… Nos dias de hoje a mais-valia para qualquer grupo de poder (governamental ou outro) é a informação e a sua capacidade de a “modelar” para seu benefício. A informação sim! A informação, e a forma como é transmitida, movimenta sociedades, constrói e destrói o que é sólido, cria, recria e elimina leis e normas… O que interessa afinal se todo um povo começa por dizer não, se de seguida a informação que lhe é “administrada” o leva em pouco tempo a dizer “afinal sim”?
Liberdade de expressão? Poder dizer mal ou bem deste ou daquele governo, instituição, empresa, poder no geral…que diferença faz? O poder não se preocupa com a liberdade de expressão, pois consegue manipular a expressão e com essa a liberdade…
E no final, sejam eles governos, instituições, empresas, grupos de poder no geral, continuam a “comer tudo e a não deixar nada” …

...sinto-me enganado...


Em toda a minha volta discute-se avaliação...discutem-se tarefas de avaliação, discutem-se ferramentas de avaliação, discutem-se métodos de avaliação, discutem-se resultados de avaliação...só não ouço discutir métodos de ensino-aprendizagem, estratégias de aprendizagem, como aprendem os alunos, o que os motiva, o que os desmotiva...sinto-me pois enganado, pois tantos me disseram que ia ter com quem discutir a aprendizagem!!!

Crise para a crise...


A crise que atualmente assola o mundo é algo que há muito foi previsto e demonstrado por alguns (muitos até) pensadores, mas que poucos quiseram saber, ou sequer prestaram atenção. A crise económica não é a causa mas sim uma das consequências do real problema…
O homem transformou o mundo onde vive, alterou a natureza e acabou por ser amplamente ultrapassado pela velocidade dos acontecimentos, pela velocidade com que toda a mudança ocorre e exige respostas inovadoras e céleres. 
Poucos conseguiram perceber as mudanças que estavam a ocorrer e as reais consequências dessas mudanças. A distração, ou pura ignorância para estes aspetos, muito por culpa da nossa concentração em preocupações unicamente pessoais, trouxeram-nos aqui mesmo…
A maioria dos nossos governantes, ou outros detentores de poder têm demonstrado claramente a sua completa falta de preparação para lidar com os novos desafios, resultantes das rápidas mudanças da sociedade e do tradicional modo de vida. Estamos perante supostos líderes a braços com graves crises de capacidade e de inteligência funcional; isto num mundo em mudança, fruto do próprio Homem e das suas descobertas e ambição.
Esperar então, que sejam estes líderes, políticos, governantes a indicar o caminho é uma tremenda vontade de perpetuar erros grosseiros por desatualização de métodos e escassez de ideias inovadoras e progressistas. Dos atuais senhores detentores de poder já conhecemos as suas reais capacidades e delas, pouco ou nada conseguiremos obter.
Temos de ser todos nós a exigir mudanças, em nós, nos novos líderes, para novos governos idealizando e criando novas administrações em todo o planeta.
Precisamos de uma revolução de ideologias, de mentalidades e de comportamentos, evitando a todo o custo pensar no futuro como o pensámos até agora…

22/10/2011

O monstro (?) da avaliação...



O ensino deveria focar-se e investir na aprendizagem e não na avaliação...transformar a educação no monstro da avaliação trará cada vez mais tecnocratas, que tendo decorado formulas e definições sem as compreender, transformará pessoas em números sem qualquer noção dos limites do humanismo e da vida. E é isto que temos assistido no nosso dia-a-dia, algo que vai assumindo cada vez mais um papel de destaque nas nossas vidas. Amiúde vezes os professores usam frases como, "se não se calam fazem já um teste" ou "não se esqueçam que esta matéria é para avaliação"… esta matéria é para avaliação...avaliação...avaliação.
E porque motivo não é para aprender, não é para compreender, não é para saber utilizar no quotidiano? É para avaliação... Mas, ou muito me engano, ou a avaliação está para o aluno, como a noite está para o dia?!?! É que as crianças estão prontas e nascem predispostas é para aprender, para descobrir, sendo que a avaliação deveria ser um detalhe formativo em todo o processo...E ainda menos preparadas se encontram, para que transformemos essa avaliação numa "vara", com que lhes "batemos" quando se portam mal, quando não estudam (ou sequer sabem estudar), quando não têm métodos de trabalho, esquecendo que estes dois últimos itens também são responsabilidade da família e não somente da criança. Como qualquer criança de todos os tempos, esta pretende observar e compreender o mundo que a rodeia pela forma que a natureza lhe deu, explorando. E não poderá a criança aprender manipulando de facto o mundo em seu redor, "brincando" com este, fazendo experiências, errando e tendo a oportunidade de errar sem ninguém a condenar o erro, com uma classificação menos favorável e castradora? Teremos assim tanta certeza que a avaliação, no modo instituído e formal como a temos feito, é garante de aprendizagens significativas e duradouras? Ou estaremos a perpetuar o conhecimento efémero do "decora para o teste e deita fora" (que tantas vezes condenamos)? Estaremos assim tão satisfeitos com a literacia funcional(???) que lhes concedemos para enfrentar um futuro cada vez mais incerto e exigente? Estarão os alunos preparados para algo mais do que resolver exames???
Quando terá deixado a avaliação de ser uma ferramenta para o professor procurar conhecer onde deve investir mais o seu tempo, onde deve procurar novas estratégias, onde deve reconsiderar a utilidade de determinados conteúdos, para o fardo, a cruz, a (de)pressão continuada no aluno que, além das dezenas de regras novas, ideias novas, conhecimentos novos, tem ainda de os debitar em folhas extensas de testes e exames? Onde observamos, potenciamos e avaliamos afinal o currículo oculto do aluno? As suas reais capacidades transversais, a sua criatividade, que os tornam únicos no planeta? Não servem para a avaliação? Como não servem, se no seu futuro serão mais-valias - talvez das mais importantes, quanto mais ricas forem - para a vida na sociedade atual e no futuro? 
Acreditamos numa sociedade que deve exigir melhorias gerais nas aprendizagens dos seus elementos, mas, como membros a tempo inteiro, pais, família, profissionais, esquecemos que ainda somos nós próprios os grandes responsáveis pela boa ou má formação do nosso futuro... quer por exigir que a avaliação seja cada vez mais o centro do ensino, que há muito se fundamentou ser poucas vezes significado de aprendizagem - salvo nas poucas exceções dos tão falados alunos à prova de professores - quer por descredibilizar as possibilidades infinitas da descoberta que os alunos podem fazer e desenvolver em todas as áreas do conhecimento. Por outro lado hipervalorizam-se áreas, que a cada dia que passa estão mais tecnocratizadas, "laboratorizadas", expondo o pior de si aos alunos, como que para os castigar se forem menos trabalhadores. 
Todos sabemos, por exemplo, que a Matemática e a Língua Portuguesa requerem um esforço cada vez mais acrescido do aluno ao longo da escolaridade. Ambas são uma linguagem, ambas têm regras e símbolos complexos que devem ser iniciados pela consciência do prazer que é descobrir símbolos, qual explorador em terras longínquas, o sonho, o imaginário... ("quando o Homem sonha, o mundo pula e avança...") 
Mas alguém "ensinou" às crianças o gozo que é aprender estas linguagens? Alguém ensinou às crianças o giro que é aprender e saber cada vez mais? Ou simplesmente lhes incutiu o medo de serem avaliadas e terem um "Não Satisfaz" pelo qual serão severamente penalizados pelos pais e no futuro por uma sociedade, pobre, como a temos visto? Será que a escola será somente sinónimo maior de sangue, suor e lágrimas e todo o riso da criança se perca nas linhas escritas de um teste?

10/09/2011

do esforço e dedicação...

Absolutamente nada se alcança sem esforço...no entanto, se algo assim acontecer, o seu valor será infinitamente diminuto quando comparado com o mais pequeno sucesso obtido do trabalho e dedicação. 
Engana-se somente a si próprio, aquele que acredita no contrário e aguarda indefinidamente pelo oportunismo. Valores de sempre perdidos para sempre? Ou mentes dementes de uma sociedade partida e com outros valores (€...)?
Parece-me que o âmago do problema reside na compreensão que, para muitos, o trabalho e esforço são "sinónimos" de alegria e saúde, enquanto para a maioria é o castigo por não ter nascido em berço de ouro, para que desse modo pudesse comprar todos os esforços e valores necessários para a tal alegria e saúde...
Olhamos demasiado para o vizinho do lado em busca de comparações que em nada apoiam a elevação do indivíduo, esquecendo que são todas e cada uma, as decisões ao longo da vida, que nos trazem precisamente onde nos encontramos, para o bem e para o mal...
Engane-se novamente aquele que acredita que o outro tem mais sorte, pois mais parvo do que ficar parado à espera da possível e muitas vezes longínqua oportunidade é aquele que à sorte responsabiliza todo e qualquer trilho caminhado, cruzando os braços em obsoleta letargia. 
Tal como A.E. um dia supostamente disse, o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário,  e mesmo que algum acordo ortográfico possa um dia mudar essa condição, jamais terá alcance para além desse mesmo prontuário...

20/07/2011

Aquilo que nos (de)move

Aquilo que nos move é único...e na maior parte das vezes intransmissível. Podemos ter ídolos, podemos ter heróis, admirações e grandes construções, mas aquilo que nos move será sempre único. E cada um de nós têm de descobrir aquilo que o move, não havendo uns melhores que os outros, simplesmente coexistindo no meio de tantos.
Achar que o que nos move é melhor que aquilo que move os outros é conhecer somente metade do que se pode conhecer. É conhecer a si mesmo, mas ignorar os outros...é o saber ser, mas longe de ter aprenddio o saber estar com os outros e compreendê-los.
Uma das maiores capacidades do ser humano (que infelizmente se vai perdendo) é a empatia para com os outros...é a capacidade de olharmos para uma pessoa e tentarmos perceber de que forma a vida o moldou e o trouxe até nós.
Julgarmos que só o que nos move é que é o caminho para a felicidade é nunca perceber que podem existir milhares de outros caminhos e, quem sabe, melhores que aquele que agora escolhemos. É só conhecermos uma parte e ficarmos satisfeitos...é esquecer que "aprender é a única coisa que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende", como disse um dia Da Vince.